O pessoal do Who What Wear colocou no ar a alguns dias essa seguinte imagem com o título "vá comprar agora!" (tradução livre):
Nem querendo ser mal-criada nem nada mas eu já queria a minha calça à lá Diane Keaton em Annie Hall já a alguns meses - se bobear o desejo tem mais de um ano (infelizmente acho que não tenho provas *bloguísticas* pra colocar aqui). Fiquei brincando sobre o "zeitgeist" com alguns amigos mas tem algumas coisas que até eu me assusto quando realmente aparecem e são o desejo de consumo não só meu como também de milhares de outros.
E pois é, pra quem não sabe, as calças de cintura alta (que de "alta" não tem é nada, são é na cintura natural mesmo) com a perna mais reta ou com abertura mais "boca-de-sino" estão de volta e com tudo! Recomendo às mais ousadas já saírem por aí procurando a sua, mesmo que seja de um brechó ou vinda do fundo do baú da mãe... Não digam que eu e o Who What Wear não avisamos hein!
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Monday, February 7, 2011
Thursday, December 9, 2010
música e moda negra
Música é uma das minhas grandes paixões. Talvez por influência da minha avó paterna, meu pai e meu tio - que também nutrem a mesma paixão - eu sempre fui mais que uma mera "ouvinte". Adoro conhecer bandas novas, saber sobre história da música (na verdade, história em geral é minha 4a paixão...), descobrir novas versões de músicas antigas... Infelizmente não toco nada pois meus dedos são curtos demais pra qualquer coisa que preste, mas acho que se tivesse tido a paciência e dedicação de aprender direito, teria pelo menos sido uma boa *intérprete de final de semana*. Mas... águas passadas e só me dedico mesmo a apreciar (mais do que o normal) boa música.
E recentemente fiquei muito feliz em ver/ouvir dois clipes/músicas que estão tocando sem parar por aqui (vídeos abaixo). Cee Lo Green, pra quem não reconhece, é o cantor do grupo Gnarls Barkley (aquele que fez um mega-sucesso com a música "Crazy"), e Janelle Monáe é a nova sensação norte-americana (com todo motivo pra isso!). Não tenho nada contra hip-hop ou vertentes atuais da música negra - muito pelo contrário - mas eu gosto muuuuuito de músicas que conseguem captar a essência da música negra norte-americana e, ao mesmo tempo, ser extremamente atuais. Acho que "Hey Ya!" do Outkast fez um sucesso tremendo por causa disso... assim como a "Crazy" mencionada acima.
À exceção de "Crazy", os clipes não somente evocam musicalmente o "rhythm and blues" - o figurino e as danças também são um deleite especial, homenagem pura às décadas de 50, 60 e 70 (o clipe de Monáe tem nítida inspiração no "Soul Train", que eu amoooo de paixão - sonho poder dançar assim um dia!). O estilo de "Tightrope" me lembra muito as roupas que o The Platters usava para se apresentar; já "Forget You" me leva a uma mistura Ray Charles/Grease/Shirelles que também aparece em "Hey Ya!"; só que esse já mais voltado para um clima Ed Sullivan Show/Beatles. O engraçado é pensar que essas músicas foram lançadas pouco tempo depois que os desfiles das coleções de inverno aconteceram - e as influências dos anos 50/60 foram gritantes nas passarelas. Tem gente que me acha maluca, mas eu creio no inconsciente coletivo tanto quanto na lei da gravidade. E as provas estão por aí pra quem quiser ver.
Claro, tem toda uma assessoria ENOOORME por detrás desses cantores, centenas de pessoas empregadas em gravadoras especializadas em vender um "produto". Mas isso não tira o mérito do artista - que muitas vezes foi quem idealizou o conceito - e tampouco das pessoas que trabalham nas gravadoras, assessorando os cantores e vendo como o "pacote" pode ser formatado de acordo com o som/estilo. E, mais importante: não tira messmo o mérito do zeitgeist - muito pelo contrário, diria eu...
Fica aqui para o deleite de todos as músicas "Forget You", de Cee Lo Green, e "Tightrope", de Janelle Monáe. E pra quem quiser relembrar "Crazy" e "Hey Ya!", é só clicar nos nomes.
P.S.: Minhas paixões - pra quem ficou querendo saber! - numa ordem mais ou menos correta de grandeza:
E recentemente fiquei muito feliz em ver/ouvir dois clipes/músicas que estão tocando sem parar por aqui (vídeos abaixo). Cee Lo Green, pra quem não reconhece, é o cantor do grupo Gnarls Barkley (aquele que fez um mega-sucesso com a música "Crazy"), e Janelle Monáe é a nova sensação norte-americana (com todo motivo pra isso!). Não tenho nada contra hip-hop ou vertentes atuais da música negra - muito pelo contrário - mas eu gosto muuuuuito de músicas que conseguem captar a essência da música negra norte-americana e, ao mesmo tempo, ser extremamente atuais. Acho que "Hey Ya!" do Outkast fez um sucesso tremendo por causa disso... assim como a "Crazy" mencionada acima.
À exceção de "Crazy", os clipes não somente evocam musicalmente o "rhythm and blues" - o figurino e as danças também são um deleite especial, homenagem pura às décadas de 50, 60 e 70 (o clipe de Monáe tem nítida inspiração no "Soul Train", que eu amoooo de paixão - sonho poder dançar assim um dia!). O estilo de "Tightrope" me lembra muito as roupas que o The Platters usava para se apresentar; já "Forget You" me leva a uma mistura Ray Charles/Grease/Shirelles que também aparece em "Hey Ya!"; só que esse já mais voltado para um clima Ed Sullivan Show/Beatles. O engraçado é pensar que essas músicas foram lançadas pouco tempo depois que os desfiles das coleções de inverno aconteceram - e as influências dos anos 50/60 foram gritantes nas passarelas. Tem gente que me acha maluca, mas eu creio no inconsciente coletivo tanto quanto na lei da gravidade. E as provas estão por aí pra quem quiser ver.
Claro, tem toda uma assessoria ENOOORME por detrás desses cantores, centenas de pessoas empregadas em gravadoras especializadas em vender um "produto". Mas isso não tira o mérito do artista - que muitas vezes foi quem idealizou o conceito - e tampouco das pessoas que trabalham nas gravadoras, assessorando os cantores e vendo como o "pacote" pode ser formatado de acordo com o som/estilo. E, mais importante: não tira messmo o mérito do zeitgeist - muito pelo contrário, diria eu...
Fica aqui para o deleite de todos as músicas "Forget You", de Cee Lo Green, e "Tightrope", de Janelle Monáe. E pra quem quiser relembrar "Crazy" e "Hey Ya!", é só clicar nos nomes.
P.S.: Minhas paixões - pra quem ficou querendo saber! - numa ordem mais ou menos correta de grandeza:
- Política;
- Moda;
- Música;
- História.
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Thursday, November 11, 2010
editorial: Color Up! for Vogue Germany
(English after the pics)
Já tem alguns meses que o estilo Annie Hall não sai da minha cabeça. Pra quem não conhece o filme, recomendo não só pela estória (é legal ver como a geração dos meus pais lidava com relacionamentos e coisas como psicanálise) mas também pela estética do dia-a-dia dos anos 70. Vi o filme pela primeira vez faz alguns meses - eu sei, eu sei... herege! - e ele era tudo o que eu esperava no quesito "figurinismo". E, depois disso, é óbvio que essa vontade de ter roupas "dia-a-dia dos anos 70" cresceu absurdamente.
Por isso adorei esse editorial que a Vogue alemã fez no mês de outubro. Ela é uma versão extremamente colorida de um estilo "Annie Hall" de ser... Resultado: a cada coisa que vejo assim, quero mais e mais calças de cintura alta e corte reto, blusas em tecidos molinhos, chapéus com abas enoooormes, bolsas retangulares... já viu. Hippie chic que nada, meu negócio mesmo é anos 70 Céline-inspired. E pra quem não curte muito esse estilo vale a pena ver as fotos e tirar ótimas idéias de combinações de cores não-usuais.
ENGLISH: Vogue Germany produced this beautiful editorial for its October magazine. Called "Color Up!", it evokes the 70s spirit in a non-hippie chic and non-disco fever way. And honestly, I lurrrve it. This chic, day-to-day 70s look is so covetable - I just recently saw Annie Hall and loved the styling and colour playing (although done in a very muted palette in the film). This editorial shows a more colorful styling of the 70s and it is nonetheless lovely. If you're not very keen of this sort of look, the editorial still is worth having a thorough look just for the colour combination - a thousand and one ideas could come up from here. Just loved it!
Já tem alguns meses que o estilo Annie Hall não sai da minha cabeça. Pra quem não conhece o filme, recomendo não só pela estória (é legal ver como a geração dos meus pais lidava com relacionamentos e coisas como psicanálise) mas também pela estética do dia-a-dia dos anos 70. Vi o filme pela primeira vez faz alguns meses - eu sei, eu sei... herege! - e ele era tudo o que eu esperava no quesito "figurinismo". E, depois disso, é óbvio que essa vontade de ter roupas "dia-a-dia dos anos 70" cresceu absurdamente.
Por isso adorei esse editorial que a Vogue alemã fez no mês de outubro. Ela é uma versão extremamente colorida de um estilo "Annie Hall" de ser... Resultado: a cada coisa que vejo assim, quero mais e mais calças de cintura alta e corte reto, blusas em tecidos molinhos, chapéus com abas enoooormes, bolsas retangulares... já viu. Hippie chic que nada, meu negócio mesmo é anos 70 Céline-inspired. E pra quem não curte muito esse estilo vale a pena ver as fotos e tirar ótimas idéias de combinações de cores não-usuais.
ENGLISH: Vogue Germany produced this beautiful editorial for its October magazine. Called "Color Up!", it evokes the 70s spirit in a non-hippie chic and non-disco fever way. And honestly, I lurrrve it. This chic, day-to-day 70s look is so covetable - I just recently saw Annie Hall and loved the styling and colour playing (although done in a very muted palette in the film). This editorial shows a more colorful styling of the 70s and it is nonetheless lovely. If you're not very keen of this sort of look, the editorial still is worth having a thorough look just for the colour combination - a thousand and one ideas could come up from here. Just loved it!
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Monday, April 5, 2010
Bod(t?)as de ouro!
Lá se vão 50 anos desde que a Dr. Martens começou sua consagrada trajetória tornando-se uma das mais icônicas marcas de calçados da história. Concebidas pelo médico alemão Klaus Märtens após um trágico acidente de ski, o famigerado modelo de botas de couro e solado aerodinâmico de borracha foi desenvolvido com a ajuda de seu colega de universidade, Dr. Hebert Funck. Em 1960, a companhia migrou para Northamptonshire na Inglaterra quando lançou seu clássico 1460 e decolou de vez.
Inicialmente usado pela classe trabalhadora britânica, rapidamente foram adotados pelos punks e skinheads que viam nos sapatos uma marca de rebeldia e independência. Dos pés de Pete Towshend e The Clash, viraram símbolo grunge no figurino do músico Cliff Poncier, interpretado por Matt Dillon em "Singles" e na coleção de Anthony Kiedis do Red Hot Chilli Peppers.
Hoje em dia, os coturnos fazem parte de qualquer fashionista que se preze, incluindo nossas queridíssimas Chloe Sevigny e Daisy Lowe:
Para comemorar as bodas, a marca chamou dez artistas para fazer dez versões de músicas feitas por artistas que representam sua mitológica imagem como Buzzcocks, Stone Roses e The Runaways. A Opening Cerimony também lança uma coleção comemorativa reeditando o primeiro modelo da marca (à venda na loja de Nova York em apenas 1460 pares de cada cor, exclusivíssimos!).
Feliz aniversário!
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