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Wednesday, July 7, 2010

lookbook love: H&M autumn/winter 2010-11

(English below)

O lookbook de outono/inverno da H&M me parece uma combinação convexa do que representam a Chloé, Céline e Isabel Marant, com pitadas - claro! - de outras marcas (só pra fingir que eles não estão copiando descaradamente...). O que significa isso? Porque essas marcas são características por mandarem pelas passarelas peças com cara de "heritage", clássicas e com uma linha bem simples e elegante. E isso, em teoria, não deveria combinar com a idéia da H&M. Me parece que até as marcas do high street estão com uma coleção anti-crise - mas o que eu sei? Algumas peças tem toques mais pretos e com look mais "esportivo" - e eu penso que sejam da linha mais jovem. E apesar de algumas montagens no lookbook estarem "super-populosas", dá pra ver que a idéia geral que a H&M quer passar é de "camadas sobre camadas".

Gosto de muitas das peças individualmente mas, sendo baixinha e "acima do peso", não dá pra fazer esse layering todo que aparecem nas fotos, infelizmente. E esse clima meio Annie Hall da primeira montagem é suuuuuper o que eu gosto! Ou seja, meu rico dinheirinho vai ser gasto com os suecos novamente.




















o casaco, o cachecol e a bota vão ser minhas - ô se vão!
my favourite look from the lookbook


H&M's autumn/winter lookbook seems like a combination of Chloé, Céline e Isabel Marant with a dash - of course - of some other brands (just so they aren't completely ripping off someone). But what does that mean? Cause those brands pass the image of "heritage", sending down the catwalk classic pieces with simple and classic lines. And this does not match H&M's mission of making über-fast-fashion. It seems that even the high street is investing on anti-crisis looks - but what do I know? some of the pieces are more sporty and in darker colours, but I assume they're from the younger line.  And the main message seems to be "layering for all".

I really like some of the pieces individually but, being short and a bit "overweight", I can't layer that much or I'll look like a giant furball (specially if I'm wearing a fur coat). And the Annie Hall inspired looks from the first image are exactly what I like! Which probably means my money will - yet again - be sent straight to Sweden.

Tuesday, April 6, 2010

tendência: capas!

A gente nem conseguiu falar muito sobre as semanas de moda de outono/inverno, mas ficamos de olho nas tendências e já podemos falar sobre o que pode influenciar o inverno de 2011 no Brasil. E uma das coisas que notamos foi a presença de capas em quase todos os desfiles. Pois é, meus amigos, capas. E agora? O que fazer com essa informação?

Pois bem, aqui damos diversos looks das passarelas pra vocês verem que talvez capas não sejam tão super herói e até podem ser bem chiques!




Definitivamente inverno não é inverno sem preto. E, sem falhar à regra, vimos muito preto pelas passarelas, trazendo uma tendência "goth-chic". A inspiração é menos Courtney Love e mais Eva Green. Um gótico sexy  e exuberante, em contraste ao gótico rocker que vimos em coleções passadas. Opções de capas em silhuetas curtas e longas, com destaque para YSL e PPQ.




A influência dos anos 90 já iniciada nas coleções desse ano se apresentam cada vez mais e o uso de marrons é uma destas grandes influências. Não se via marrom nas coleções há uns bons 4 anos mas, com a volta do casaco cor de camelo nos desfiles de outono/inverno 2009-10, seria ingenuidade pensar que a duração dos tons de marrom só duraria uma temporada. Os tecidos que levam os tons de marrom são extremamente exuberantes, dando às peças um look rico e chique. Destaque para Hussein Chalayan, Mark Fast e Cynthia Steffe.




O cinza já havia virado o "novo preto" há algumas temporadas e não o vemos sumir em 2010-11. Muito pelo contrário, o uso do cinza é cada vez mais generalizado, indo do cinza claro, passando pelo mescla e chegando ao grafite. Assim como o marrom, o uso do cinza predominou em roupas chiques e com acabamento luxuoso. As capas em cinza apareceram em diversos estilos, desde os mais tradicionais aos mais inovadores, como a de plástico de Yves Saint Laurent e a de couro de L'Wren Scott.





Não faltaram cores nas passarelas de outono-inverno; apesar da predominância das cores escuras, as cores vibrantes acharam seu lugar, quase sempre combinadas com tons de preto e cinza. E, como as capas foram presença forte, tiveram também seu espaço na gama colorida. Destaque para as capas de Mark Fast e Cerruti.




O tema luxo foi super presente em quase todas semanas de moda. Aparentemente estamos migrando do look rocker para um look mais crescido, mais feminino "adulto". E, neste caso, as capas mais exuberantes vieram da passarela de Alexander McQueen. Seu último desfile foi uma homenagem a realeza. E, claro, não poderiam faltar capas. Céline e PPQ também não deixaram por menos e criaram modelos super ricos.




Vemos já nesta primavera-verão que começa aqui no hemisfério norte uma releitura dos anos 70 e, com isso, vemos uma influência do movimento hippie. As capas estampadas são um ótimo exemplo disto. Com uma cara mais de poncho, vimos capas em tecidos listrados, florais e com diversas combinações de cores. Na maioria das vezes, as capas eram utilizadas para contrastar com as peças de roupa que vinham por debaixo das mesmas. Destaque para o desfile da Kenzo, que usou e abusou desta idéia.




E como será que isso pode ser utilizado no Brasil? Minha sugestão: capeletes. Não é a massa, e sim a versão pequenininha da capa, em inglês. As mini-capas dão um charme super legal às roupas, esquentam o suficiente para o inverno brasileiro e colocam você num status de fashionista e com guarda-roupa de vanguarda.

Sei que é difícil esse tipo de moda pegar no Brasil mas como as capas estão cada vez mais disseminadas nas passarelas de inverno, será que dessa vez elas aparecem por aí? Veremos!