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Wednesday, May 12, 2010

Harrods vendida!

Quem já foi à Londres sabe que ela é parada importantíssima no circuito turístico da cidade. E quem é fashionista conhece demais todos os corredores e andares da mais importante e tradicional loja de departamentos britânica. Pois bem, foi anunciado na segunda feira que a Harrods foi vendida por 1.5 bilhões de libras. Você não leu errado - um bilhão e meio de libras.


1.5 bi por esse prédiozão - e uma infinidade de designer goodies dentro!


Parece uma fortuna gigantesca, mas não é. A Harrods recebe uma infinidade de turistas, tem sua própria linha de comidinhas e presentinhos, tem um supermercado, vende provavelmente mais perfume que o resto do mundo inteiro (nem consigo passar pela seção por causa do cheiro!) e é, mais que tudo, um símbolo extremamente britânico. O nome pesa mais do que o conteúdo nesse caso.

Seu antigo dono, Mohamed Al-Fayed, é o pai de Dodi al-Fayed, namorado da Princesa Diana e que morreu junto com ela no acidente de carro em Paris. Al-Fayed foi dono da Harrods por exatos 25 anos, e vendeu a loja ao fundo de investimentos do Rei do Qatar, com auxílio e análise financeira do banco Credit Suisse.


Diana ao lado de Mohamed Al-Fayed


Gente, eu #CHOQUEI em saber que o Rei do Qatar tem um fundo de investimentos só para gerir o dinheiro dele. Assim, já trabalhei no mercado financeiro e sei que tem muito milionário que também tem um fundo só seu, mas não um fundo que compra uma Harrods!


esse é o novo dono da Harrods, o Emir do Qatar -
sente o brilho no olhar da esposa dele agora...
(aliás, que vestido, hein? não quer me dar um não, senhora?)


Ano passado (e em 2008) Al-Fayed havia dito que não venderia a Harrods e que ele tinha um amor especial à loja. Muitos achavam que ele venderia a loja logo após a saída do veredito do julgamento da morte da Princesa e de seu filho. Al-Fayed entrou na justiça contra o governo britânico acusando-o de assassinato pela morte dos dois. Foi um julgamento que durou quase dez anos e, no final, as mortes saíram como acidentais. Al-Fayed se disse extremamente decepcionado com o resultado e que não continuaria a sua luta contra o governo.


a última foto de Diana e Dodi - feita através de uma câmera de segurança do Hotel Ritz em Paris


Pra mim, parece que Al-Fayed realmente se cansou do governo britânico e de segurar - e muito bem - uma "instituição" da tradição do país. Ele realmente crê que eles foram assassinados pelo MI6 com ordens vindas do Palácio de Buckingham. Eu não o julgo. Por mais que todos os indícios levem a um acidente, todo mundo também sabe que quando um governo poderoso quer algo, ele faz algo e ninguém o impede. E ele é pai - perdeu seu filho querido, a pessoa que seguiria sua profissão, seu herdeiro. Todo pai quer uma justificativa para a morte de um filho.


Mohamed Al-Fayed falando com jornalistas ao final do julgamento


O bom para ele é que ele tem 1.5 bilhões de libras no bolso e tempo pra curtir sua aposentadoria. No mais, o único pedido dele ao Emir do Qatar foi que mantivesse a estátua de Diana e Dodi, que fica dentro da Harrods. Localizada na escada rolante que leva ao andar subsolo, ela leva a inscrição "vítimas inocentes".


Diana e Dodi imortalizados na Harrods


O pedido, obviamente, foi aceito.

Agora é esperar pra ver o que o fundo de investimento do Emir do Qatar vai fazer com a Harrods. Sua estória é de luxo constante e absoluto, seus corredores são perfeitos, cada canto tem mil e uma estórias pra contar. Espero que continue tudo do jeitinho que estava, porque a loja é fenomenal.


o food hall da Harrods - uma das partes mais bonitas da loja pra mim (comilona!)


P.S.: Não sei se vocês se lembram de um videozinho viral que rolou tem um-dois anos, sobre o leão que abraça os antigos donos depois de alguns anos sem se verem? Pois então, esse leão foi comprado por dois australianos na Harrods nos anos 60. Na época ele era só um filhotinho - e ainda não haviam leis de proteção aos animais - e eles ficaram com ele em Londres até quando puderam. Depois, quando o leão cresceu, eles o mandaram pra uma reserva no Quênia, e sempre que podiam iam visitar. O vídeo é o primeiro reecontro deles, após dois anos sem se verem.


Pra quem nunca viu, aqui tem o vídeo: 






E aqui embaixo tem a primeira parte de um especial que o canal britânico Channel Five fez sobre o vídeo:





O resto vocês conseguem ver acompanhando os videos ao lado desse no Youtube - eles tem o nome "The Lion Cub from Harrods (part x of 4). Espero que gostem!

Thursday, May 6, 2010

British elections!

Ai gente, é hoje!!! Sei que não tem nada (diretamente) a ver com moda, mas a situação econômica do Reino Unido influencia muita coisa, inclusive como as grandes marcas britânicas vão agir frente à crise. E essas eleições são cruciais para definir a estratégia de como o Reino Unido vai agir nos próximos anos.


qual a sua cor preferida?


E eu, como honorary brit e ex-estudante de Política, tô ansiosíssima pra saber o resultado das eleições. Especialmente porque as pesquisas de opinião dão o resultado de um governo de minoria. Isso é meio complicado de entender, pois nós não temos parliamentarismo (onde há um rei/presidente/representante da nação e um primeiro-ministro, representante do executivo). Mas, em linhas gerais, no parlamentarismo um partido tem que ter mais de 50% das cadeiras da "Câmara dos Deputados" para que ele tenha o poder de colocar seu representante como primeiro-ministro. Sem uma maioria, os partidos tem que formar uma coalizão e assim conseguir uma maioria.

É normal pra gente pensar em coalizões, mas é suuuuuuuper incomum para o Reino Unido. A última vez que isso aconteceu foram nas eleições de 1970 - e vamos dizer que não foi um governo muito bem sucedido. Então o pessoal tá com bastante medo.


quem é o seu biscoitinho da sorte?


Sei que o interesse de vocês pra isso é ZERO (se não for negativo), mas gente! Pensem na Topshop! Em Oxford Street! Em Bond Street! Na Harrods! Eu não posso nem cogitar na possibilidade desse país falindo, sério. Já vou fazer perguntas aos nossos pré-candidatos brasilerios se eles asilam Mohammed Al Fayed, Sir Phillip Green e Sir Stuart Rose no caso de uma quebra britânica. Porque, na boa, sem eles eu não posso viver.