Pra quem realmente acredita que o Dia dos Namorados só serve pra deprimir os outros, aconselho ver esse comercial do site de relacionamentos Match.com. Pode ser que você só veja o "relacionamento" no comercial, mas eu vi (desde a primeira vez que esse comercial passou) o jeito meio vintage que eles colocaram no filme, as roupas e uma ar super gracioso.
Sim, a parte do *namorinho* dos dois é bonitinha, mas pra mim a estética é muito mais bonita!
E vocês, o que acham?
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Friday, June 11, 2010
Wednesday, April 14, 2010
style icon: Florence Welch
Florence Welch é o nome da ruiva flamejante que aparece à frente do grupo Florence and the Machine. Mas não se deixe enganar pela foto super comportada da moça. A melhor descrição do estilo de Florence é all over the place. Parte rockeira, parte boho, parte on-stage diva, parte vintage, Florence é uma mistura de tudo e, ao mesmo tempo, única.
Com apenas 24 anos de idade, Florence Leontine Mary Welch já tem na prateleira de casa um Critics' Choice Award do Brit Awards de 2009, o Brit Award 2010 de melhor álbum (por seu álbum Lungs) e o prêmio de melhor banda internacional do Meteor Awards. Isso sem contar as nominações de British Female Artist e British Breakthrough Act do Brit Awards de 2010. Ou seja, com um álbum só a menina fez um sucesso que muitos sonham e poucos conseguem.
Filha mais velha de um pai publicitário e uma mãe professora de arte, Florence se descreve como uma sonhadora desde pequena, porém super timida. Ela começou a pintar os cabelos de ruivo aos 9 anos de idade, para desespero dos pais. Passou por 'todas as cores do arco-íris', e voltou ao ruivo cenoura tem mais ou menos 18 meses. Ela também se diz gordinha e akward quando criança, só desenvolvendo esse corpão com pernas que vão até o infinito depois dos 16 anos.

Florence foi "descoberta" por Mairead Nash, manager e integrante do duo DJ "Queens of Noize". Ela, então com 19 anos, seguiu Nash até o banheiro, trancou-se num cubículo com ela e começou a cantar. Ao invés de Nash chamá-la de louca e gritar por socorro, gostou do que ouviu e chamou-a para um teste "de verdade". E o resto é história.
O estilo eclético de Florence é super celebrado no Reino Unido, e sua persona no palco é mais chamativa e ostentosa que as roupas que usa no dia-a-dia. Ela usa e abusa de roupas pretas, rendas e transparências, muitos vestidos vintage, com uma boa dose de androgenia.
A cor de seus cabelos agora é marca registrada da cantora; por vezes estão mais vermelho-fogo, por vezes mais alaranjados. Seus ícones de estilo são Stevie Nicks, Siouxsie Sioux e Annie Hall - mostrando mesmo o quão ecléticos os seus looks podem ser. Aliás, ela descreve seu estilo como "half gothic bat crow winged fantasy, half golden 70s Stevie Nicks whit witch and a smattering of disco go-go hotpants". Ufa! Entendeu? Nem eu...
Florence usa e abusa de transparências, shorts curtíssimos (as famosas hotpants!) e coisas mais de vanguarda como capas e maquiagem pra lá de carnavalesca; mas estamos falando de apresentação, né. No dia-a-dia, as roupas dela são lindas - com direito a muitas fotos espalhadas pelo post, pra provar. Eu amo praticamente quase todos os looks de Florence, inclusive os de palco - afinal, se uma pessoa não pode usar o que quer no palco, vai usar aonde? E os looks de Florence podem ser chamativos, mas pelo menos eles ainda são roupas (ouviu Lady Gaga?).
A Vogue UK fez até uma matéria (Julho de 2009) com ela falando especificamente do seu armário, seu estilo e suas roupas (fotos acima). É um bom começo pra quem quiser se inspirar pelo estilo de Florence e viajar no guarda-roupa!
Pra quem já conhece a música de Florence - e, claro, pra quem também não conhece! - vale a pena conferir a apresentação que ela fez com o rapper britânico Dizzee Rascal no Brit Awards 2010. A música é um mash-up da sua "You've got the love" com a "Dirtee Cash" de Dizzee:
Com uma voz dessa e um estilo inconfundível, não tem como não fazer sucesso né?
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Sunday, March 21, 2010
500 days of summer e a moda
O filme "500 days of Summer" é uma delícia. Ele passou no Brasil - com o nome "500 dias com ela" - primeiro no festival de cinema do Rio em setembro do ano passado, em outubro no festival de cinema de São Paulo e foi lançado em cinema dia 13 de novembro de 2009. Ou seja, eu estou BEM atrasada em falar dele.
Mas tenho uma ótima desculpa. Moro em um país onde filmes dublados são a regra, e não a exceção. E os cinemas de Barcelona que tem "versión original" são beeeem longe da minha casa. Junta-se a lonjura com a falta de vontade de pegar 55 minutos de transporte público e eu nunca mais vou ao cinema.
Um amigo comprou o DVD de "500 days of Summer" e o inauguramos aqui, vendo também as entrevistas e o "behind the scenes". O mais interessante - e o que se nota ao ver o filme - é o uso de uma paleta de cores azuis para as roupas de Zooey Deschanel e uma de tons de terra para Joseph Gordon Levitt, sendo que os azuis são usados somente por Zooey ao longo de todo o filme. E isso é tratado na entrevista com o diretor, Marc Webb, e também com a figurinista, Hope Hanafin.
Ambos falam bastante a respeito de criar um figurino que não fosse datado, com roupas que fossem um pouco mais "atemporais". Claro que isso é quase inatingível, mas o filme dá um ar de que poderia ter sido filmado facilmente nos anos 60 ou 70. O jeito vintage de Deschanel na vida real ajuda bastante, mas Hope Hanafin criou uma personagem que tem um jeitão "mid-western estiloso". Ela procurou roupas que a personagem Summer pudesse realmente comprar - ou seja, todas as roupas vem de lojas vintage ou de lojas como Old Navy ou BCBG (à exceção do vestido na cena do casamento, que foi encomendado especialmente para o filme, abaixo).
Nem preciso comentar que o figurino do filme é *DE MORRER*. Eu adoro um estilo "vintage chic' que Zooey Deschanel já usa no seu dia-a-dia, mas a estética do filme todo é deliciosa. Dá vontade de ter todas as roupas que Summer usa (ok, talvez algumas em outras cores que não azul e beges) e querer que a outra metade da laranja use todas as roupas que Tom usa.Vale dizer que o armário de Summer e Tom combinam super com o meu e de meu marido... E mais: a trilha sonora do filme também super combina com meu I-pod (mas isso fica pra outro post - e outro blog!).
Mas tenho uma ótima desculpa. Moro em um país onde filmes dublados são a regra, e não a exceção. E os cinemas de Barcelona que tem "versión original" são beeeem longe da minha casa. Junta-se a lonjura com a falta de vontade de pegar 55 minutos de transporte público e eu nunca mais vou ao cinema.
Um amigo comprou o DVD de "500 days of Summer" e o inauguramos aqui, vendo também as entrevistas e o "behind the scenes". O mais interessante - e o que se nota ao ver o filme - é o uso de uma paleta de cores azuis para as roupas de Zooey Deschanel e uma de tons de terra para Joseph Gordon Levitt, sendo que os azuis são usados somente por Zooey ao longo de todo o filme. E isso é tratado na entrevista com o diretor, Marc Webb, e também com a figurinista, Hope Hanafin.
Ambos falam bastante a respeito de criar um figurino que não fosse datado, com roupas que fossem um pouco mais "atemporais". Claro que isso é quase inatingível, mas o filme dá um ar de que poderia ter sido filmado facilmente nos anos 60 ou 70. O jeito vintage de Deschanel na vida real ajuda bastante, mas Hope Hanafin criou uma personagem que tem um jeitão "mid-western estiloso". Ela procurou roupas que a personagem Summer pudesse realmente comprar - ou seja, todas as roupas vem de lojas vintage ou de lojas como Old Navy ou BCBG (à exceção do vestido na cena do casamento, que foi encomendado especialmente para o filme, abaixo).
Nem preciso comentar que o figurino do filme é *DE MORRER*. Eu adoro um estilo "vintage chic' que Zooey Deschanel já usa no seu dia-a-dia, mas a estética do filme todo é deliciosa. Dá vontade de ter todas as roupas que Summer usa (ok, talvez algumas em outras cores que não azul e beges) e querer que a outra metade da laranja use todas as roupas que Tom usa.Vale dizer que o armário de Summer e Tom combinam super com o meu e de meu marido... E mais: a trilha sonora do filme também super combina com meu I-pod (mas isso fica pra outro post - e outro blog!).
**** SPOILER ALERT****
atenção!!! Se quiser ver o filme e não sabe de nada, não leia mais a respeito!
Eu vi o filme já sabendo sobre essas notas interessantes - sabe como é, coisa de fashionista, não vê o filme mas sabe tudo sobre o figurino! - e por isso mesmo fiquei com o olho aberto pra notar esses meros detalhes de figurino que passam completamente desapercebidos, assim como o que esse figurino poderia representar.
Marc Webb disse em entrevistas que queria colocar Summer com uma paleta de cores azul porque os olhos de Zooey são bem azuis, e com isso os destacaria mais. Também assume que ele queria contar a estória através dos olhos de Tom (o personagem de Levitt), fazendo de Summer (a pesronagem de Deschanel) uma mulher especial e única. Usando os azuis somente para Summer, ela se torna única. E, na cena onde Tom vai trabalhar dançando pela rua e todos usam azul seria exatamente para representar como ele estava feliz e como o mundo se tornava cada vez mais parecido com ela.
O que me interessou mais ao longo de todo o filme era a escolha do azul. Ok, os olhos de Zooey são lindamente azuis e isso por si só já é uma ótima explicação. Mas eu fiquei interessada naquelas explicações de colégio, aquelas que dizem que Machado de Assis pensava em absolutamente todos os pingos no i's que colocava, sabe? Aquelas explicações que só aparecem na cabeça de críticos de cinema, de literatura, de moda, de arte.
E o interessante é que, pra mim, ficou super claro ao final do filme. Summer é, na verdade, Winter. O inverno, fria, calculista. Blue, triste, desiludida. Tom sempre está com tons de terra porque eles são earthy tones, demonstrando seu lado acolhedor, quente, aconchegante. Preparado para se apaixonar e estabelecer um relacionamento, uma família. Pé no chão, sabe? Mesmo que perdidamente apaixonado. E, mais importante: Tom se veste com tons de terra porque Autumn é sua verdadeira parceira. Autumn, que na verdade é Spring. A menina que traz o amor, a renovação, o calor, a beleza.
Adorei essa minha explicação - mesmo que ela não seja verdadeira. Talvez Webb, Hanafin e os produtores nunca tenham pensado nisso. Mas que ela dá uma importância deliciosa ao figurinismo desse filme, ah dão. Ah! E recomendo o filme para os que não viram, mas resolveram ler até aqui (hehe!).
P.S.: Alguém mais ficou impressionada com a quantidade de similaridades entre esse filme e a série How I met your mother? Tom é arquiteto, se apaixona por uma mulher que não acredita em amor, seu melhor amigo conheceu a mulher da vida dele há anos... E tem muitas outras coincidências mais. Fiquei choquê.
Wednesday, February 10, 2010
Style Icon: V.V. Brown
A música inglesa nos últimos anos tem sido dominada pelas mulheres. Amy Winehouse abriu a porteira e agora existem diversas mini-divas britânicas por aí. Duffy é uma das mais conhecidas, mas há mulheres para todos os gostos: Florence Welch (do Florence and the Machine), La Roux, Little Boots, Pixie Lott, Marina Lambrini (do Marina and the Diamonds), Ellie Goulding... a lista é enorme. Entre todas essas, Vanessa Brown destaca-se por seu estilo:
V.V., como é conhecida, nasceu em Northampton e é a mais velha de 6 irmãos. Seus pais são caribenhos e emigraram para o Reino Unido quando jovens. VV cita seus pais como uma grande influência em sua música, já que eles a deram os conhecimentos de música caribenha, assim como uma influência punk - seu pai se mudou para o Reino Unido no início dos anos 80 e ficou fascinado com a sub-cultura. Dessa forma saiu um som super diferente, com batidas que lembram muito sons brasileiros misturadas com um pop-rock característico inglês ("Game Over", que está em seu primeiro disco, "Travelling like the light", remete bastante à Benjor)
Mas o que mais me chama a atenção em VV não é sua música, e sim seu estilo pessoal. Ela atribui seu estilo de vestir aos anos que passou morando em Los Angeles e depois em Londres. Sem dinheiro e tentando lançar sua carreira musical, ela só podia comprar em lojas vintage e de segunda mão. Com isso, aprendeu a abusar do estilo retrô e se encontrou no estilo pin up dos anos 50 e início dos 60.
Isso não quer dizer que a linda VV se "fantasie". Ela consegue combinar perfeitamente peças antigas com atuais e cria um estilo próprio fabuloso e inspirador. Ou seja, musa para nós do blog - e mais uma opção de inspiração pra vocês!
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