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Tuesday, May 31, 2011

tapete vermelho x passarelas: como as celebridades vestem criações de desfiles!

Adorei essa matéria que o Fashionista fez, mostrando como as celebridades pedem alterações em peças vistas nas passarelas para que elas usem em tapetes vermelhos. Nem todo mundo tem o combo coragem + know how + estilo pra conseguir colocar um look de passarela da cabeça aos pés, nem mesmo celebridades. Dá pra ver que com uma pequena mudança ali, outra aqui, as coisas ficam bem mais "usáveis" e tranquilas para até as mais convencionais.

Mas, olhando bem para as passarelas e para os modelos alterados para as celebridades (e descontando o fato que a maioria das modelos pode ser levada por uma brisa), muitos acabaram perdendo um pouco da sua graça, da sua diferença. Infelizmente a linha entre transformar um vestido de passarela em algo usável é muito tênue, e as mudanças podem acabar por transformar o vestido que era algo "uau" em algo comum, até mesmo feinho.

Eu sou exigente e um pouco mais ousada que a média nas minhas escolhas, então sei que alguns agradarão a vocês mas não a mim. Vejam abaixo:










































Pra mim, as imagens mostram três grupos distintos: os que ficaram melhores que as passarelas, os que deram na mesma e os que ficaram piores. Dentre as que conseguiram melhorar os vestidos eu coloco o segundo vestido de Anne Hathaway (o azul cria um efeito beeem mais bonito que o vermelho), Diane Kruger (o efeito em florezinhas ficou bem melhor que aqueles borrões de tinta no original), Anna Wintour (o vestido ficou muito mais harmonioso, impressionante!) e Hailee Steinfeld (aposto que Miuccia queria ter criado esse pra passarela!).

Já os que não fizeram diferença para mim foram os vestidos de Sandra Bullock, Blake Lively (pra mim esse vestido é horrendo por natureza, um pouco mais de glitter pra "cobrir" Lively não altera sua natureza "Globeleza saindo da cama pra atender a porta correndo"), Liv Tyler, Marion Cottilliard, Nicole Kidman, Tilda Swinton e o primeiro vestido de Anne Hathaway.

E os vestidos que ficaram piorados que a versão das passarelas são os de Amanda Seyfried (as alças não seguram nada e, em contrapartida cortam bruscamente a silhueta), Cameron Diaz (ela poderia muito bem ter usado o vestido direto da passarela, assim parece que faltou algo), Carey Mulligan (esse vestido ficou super sem graça comparado com o original), Freida Pinto (esse vestido é difícil de ficar legal, a pessoa tem que ter atitude, coisa que Freida infelizmente não tem, e a gravata mais fina só acentuou essa inadequação), Kirsten Dunst (o sapato ficou pesado e Kirsten, que adora um modelo na canela, resolveu alongar esse e tirou sua graça), Lea Michele (que só sabe piriguetar qualquer roupa que veste e mete uma fenda enorme), Rose Byrne (acho que com um underdress cor da pele ficaria mais leve e mais bonita a contraposição com a renda) e Uma Thurman (acho que cobrir as fendas no corpete até ficou legal, mas essa fenda na frente não curti).

Emma Stone eu não coloquei em nenhuma categoria porque, bem, é outro vestido né! Só o tecido é o mesmo - então não tem nem o que julgar!

Não sei se vocês concordam comigo mas isso já é um mini-exercício pra vocês irem olhando o que combina, o que não combina, o que pode ser melhorado e o que não precisa ser mexido no que concerne aquelas regrinhas sobre tipos de corpo, etc! Lembram-se da pesquisa? Então. Já já começarei a falar a respeito disso...

Quem discordar absurdamente de mim (ou concordar completamente!), é só gritar nos comentários. Estou à disposição pra tirar dúvidas, inclusive!

Thursday, February 24, 2011

Resumo de tendências! New York Fashion Week a/w 2011-12

Eu sei, eu sei... estou atrasadíssima no bonde. Mas melhor que não postar nada né? Bom, achei melhor colocar um resumão das tendências observadas que simplesmente ficar falando dia a dia. É mais rápido e mais fácil pra mim, além de não ficar sendo repetitiva com mil e um *saias longas apareceram hoje*. Porque sim, minha gente, é muita repetição. E isso cansa né?

Serei mais rápida nas semanas de moda européias - Londres estará pronto no sábado e Milão no início da semana que vem, ok? - e colocarei assim que as semanas de moda terminarem. E farei os posts mais focados em fotos e mais voltados às palavras-chave que fui anotando ao ver as coleções. Assim fica mais simples, fácil e rápido para todos.

Vamos ao que interessa: o que foi visto nas passarelas da New York Fashion Week semana passada. Quando todo mundo fala em New York Fashion Week a primeira coisa que vem à cabeça é sempre *Marc Jacobs*. O desfile mais concorrido, as roupas mais copiadas, e os looks que mais giram o globo atráves de sites e blogs. Mas não é só de Marc que vive Nova York, e tem muita gente boa fazendo mais que bonito. Por isso o foco não foi em - bolinhas, bolinhas, bolinhas - e sim nos outros desfiles. Porque, né? Bolinhas estarão por aí amanhã em todos os lugares!

Claramente as macro-tendências vistas em New York giraram em torno das texturas e formas em contraposição às estampas. New York sempre tem essa pegada mais "minimalista" no que concerne estamparia mas, assim como no verão que passou, o foco principal realmente parece ser a estrutura das peças e a juxtaposição de tecidos diferentes, criando uma estética que estimula mais os sentidos. A utilização de uma única cor dos pés à cabeça (ou o ton sur ton) também mostra a preocupação com este lado estético. Quando foram utilizadas estampas, o destaque ficou para o xadrez e para as estampas gráficas, com estilo mais geométrico e abstrato. Porém, o destaque principal fica mesmo para as bainhas e golas - desde o verão estas cresceram e o ar é mais recatado. Saias longas e camisas fechadas até o último botão reinaram absolutas, trazendo até o aparecimento de golas rolê.

Palavras-chave: tricô, transparências, meias com sandálias/sapatos, renda, preto, cinza, azul, verde militar, vermelho/vinho, tecidos brilhosos, lurex, flanela, pêlos, gorros, winter whites, drapeados, barras assimétricas.






























Pra quem não quer ficar só no Marc Jacobs (e na Marc by Marc também) e quer ver mais desfiles impecáveis, lindos e que fornecem muitas idéias para looks, recomendo os seguintes: Bill Blass, Band of Outsiders, Calvin Klein, Derek Lam, Doo.Ri, Erin Fetherston, J. Mendel, Jason Wu, Jill Stuart, Michael Kors e Yïgal Azrouel. Esses foram os meus preferidos - por diversos motivos - e destaco Erin Fetherston, que voltou às suas origens fazendo um desfile dos sonhos, e Jason Wu, que fez as melhores golinhas!

Monday, February 21, 2011

a beleza do desfile da Topshop Unique a/w 2011-12!

Não sei se vocês vem acompanhando os desfiles da London Fashion Week ou os tweets da Trend Menu, mas um dos desfiles que mais me *emocionou* foi o da Topshop Unique. Pra quem não sabe, a Topshop tem a sua linha "premium" que é a Unique, e esta desfila na London Fashion Week já há cinco anos. É um dos desfiles mais concorridos, e eu diria que a grande maioria das peças é produzida como apareceu na passarela e tem edição limitada nas lojas.

Acredite, tem coisas que me parecem ser impossíveis de serem usadas na rua mas lá estão elas nos cabides da flagship em Oxford Circus... e mais: sendo avidamente compradas. De uns tempos pra cá eu tinha achado as peças da Unique muito direcionadas ao público "teen". Tudo bem que a Topshop é uma marca que tem como alvo principal mulheres dos 15 aos 25 anos, mas os preços das peças vendidas na linha Unique não são para quem ainda mora sob o teto de papai e mamãe. Variando entre 100-150 libras, o mercado da Unique me parece muito mais para pessoas de 25-35 anos que o alvo da Topshop como um todo.

E qual não foi a minha felicidade ao ver um desfile mais "adulto", com peças super usáveis por quem já saiu da faculdade (a tempos!) e abraçando as tendências mais vistas até agora: corpos mais cobertos, saias longas, mangas peludas e golinhas de montão - aliás, vocês me viram no blog Achados da Bia com minha golinha no Fashion Rio?

Voltando ao que interessa: a coleção foi uma delícia de se ver, e teve inspiração nos anos 30 norte-americanos e, depois do desfile, a equipe da Unique afirmou que o original do filme "Os 101 Dálmatas", feito pela Disney, também foi grande fonte de inspiração. E essa inspiração não estava somente nas roupas à lá Cruella de Ville não... toda a beleza do desfile foi super inspirada no filme! As unhas pintadas de branco com pontinhos pretos, os cabelos imitando orelhas de cachorros, os narizinhos pretos... Tudo bem que pra mim - e pra muita gente que viu o desfile! - a associação imediata era Minnie Mouse. Mas deixo passar a *explicação dalmática* da equipe de beleza da Unique.





Agora, fica a pergunta: você usaria cabelos à lá Minnie Mouse? Eu estou loooooouca pra usar assim que chegar o calorzinho por aqui, amei o resultado!

Images: Nancy Girl

Friday, February 11, 2011

os convites da New York Fashion Week

Como havia falado em um post anterior, os convites para desfiles aqui no Brasil raramente são "mirabolantes". Há exceções, claro; e também sei que, por motivos de contenção de custos, os convites são sempre um tema que acaba por perder investimento na hora do aperto. Mas fica aqui a dica pra quem quiser fazer convites mais diferentes, seja para desfiles ou para outro evento!

















 


Os convites abaixo foram compartilhados pelo pessoal do Refinery 29 e são de desfiles dessa temporada de outono/inverno 2011-12 e também da temporada passada de primavera/verão 2011.

Wednesday, February 9, 2011

Semanas de moda, conceitos de beleza e o Brasil

Aproveito que amanhã começam os desfiles da New York Fashion Week, abrindo a temporada de outono/inverno 2011/12, para escrever sobre um assunto que gosto muito: desfiles. Quando fui cobrir o Fashion Rio para o Fashion Trendsetter me peguei pensando sobre o conceito de um desfile. O que faz tanta gente se deslocar de suas casas para brigar por uma entrada em uma semana de moda, o que está por trás da "exibição" das passarelas? Claro, o mundo da moda está em voga; todos querem ser designers, todos querem "fazer parte do mundinho". Com isso mais e mais pessoas tentam desesperadamente conseguir entrar nos salões e estar o mais próximo da primeira fila o possível.

Mas meu foco não é esse. Aliás, longe de criticar as pessoas por se interessarem mais por moda... muito pelo contrário, gostaria muito que os brasileiros e brasileiras fossem mais exigentes com o que vestem (mais trabalho pra mim!). O que ficou na minha cabeça não foi isso, e sim: o que uma marca quer transmitir quando faz um desfile?




Essa pergunta veio à minha cabeça logo depois da apresentação da TNG. Com direito à aparições de Mayana Maia e Reinaldo Gianechinni, além de mais de uma hora de atraso para ser passado ao vivo no GNT, o desfile mais concorrido do dia (e quiçá do Fashion Rio) foi monótono, previsível, sem destaque algum. E pior: mostrando roupas que poderiam estar em qualquer loja, em qualquer canto do planeta. Algumas pessoas vão me dizer "mas esse não é o intuito de uma coleção; de ter roupas usáveis, vendáveis?". Eu tenho certeza que o intuito de uma coleção é ter peças usáveis e vendáveis. Porém, acredito que um desfile não seja um espaço para mostrar somente peças que estarão nas lojas.


Mayana Maia e Reinaldo Gianechinni no desfile da TNG


Um evento como este normalmente custa muito caro. São cachês de modelos, maquiadores e cabelereiros somados à contratação de empresas de relações públicas, assessoria de imprensa, DJs,  transporte de material e aluguel do espaço a ser utilizado. E isso porque aqui no Brasil não há o costume de se "enfeitar" a passarela ou de contratar músicos para cantar/tocar ao vivo, presentinhos deixados em todos os assentos, press releases com qualidade superior feitos em gráficas caras, convites mirabolantes, lookbooks ou icebergs na passarela (oi Tio Karl!). É uma estrutura gigantesca e com cifras de igual tamanho para míseros 10-15 minutos de show. E olha que teve muita marca no Fashion Rio que apresentou coleções em 6, 7 minutos. Ou seja: são os minutos mais caros da história - se bobear até os minutos do Bill Gates são mais baratos... - e , por isso mesmo, eles devem fazer valer as centenas de milhares de reais/dólares/libras/euros gastos mostrando o que aquela marca representa de verdade.


 uma parte da estrutura por detrás daqueles míseros 10 minutos...


Já se foi o tempo em que desfiles eram apenas uma forma de mostrar aos compradores como aquelas peças "funcionam" em movimento. Hoje em dia as semanas de moda masculinas, femininas, couture, noivas ou até mesmo infantis não existem somente para mostrar o que se pode encontrar numa loja - ou num ateliê, no caso dos desfiles de couture. Elas estão ali para mostrar "a cara" de uma determinada marca ou a percepção de um designer sobre o "humor" da estação (a famosa -tendência-). Semanas de moda e desfiles hoje nos apresentam diversos conceitos de estética, de beleza.

Quando falo sobre beleza, não me refiro ao corpo das modelos, ou os cabelos e maquiagens apresentados. É evidente que estas partes foram levadas em conta, mas vê-se que elas fazem parte de um produto completo, uma visão que aquela marca "prevê" para o futuro. Poderia ser cética e cínica, e afirmar que são as fabricantes de fios que "empurram" para seu compradores cores e tecidos para a próxima estação. Ou que as empresas de análise de tendência "falam" suas opiniões para o mundo e todos "compram" essas idéias. Porque isso acontece sim, e muito. Mas claramente se vê que existe uma margem para liberdade, inspiração, percepção, intuição.

"Peraí... Determinadas peças/cores/tecidos aparecem em diversas passarelas diferentes, em cidades diferentes, desenhadas por estilistas diferentes e concebidas por diversas marcas diferentes e você, Ana Carolina, me vem com essa de intuição"? 

E pra vocês que ponderam isso, eu cito a célebre cena do filme "O diabo veste Prada" (eu queria postar o vídeo mas, infelizmente, não o achei na web):

"This... stuff? Oh... okay. I see... you think this has nothing to do with you. You go to your closet and you select out — oh, I don't know — that lumpy blue sweater, for instance, because you're trying to tell the world that 'you take yourself too seriously to care about what you put on your back'. But what you don't know is that this sweater is not just blue, it's not turquoise, it's not lapis, it's actually CERULEAN. You're also blithely unaware of the fact that in 2002 Oscar de la Renta did a collection of cerulean gowns. And then I think it was Yves St. Laurent, wasn't it, who showed cerulean military jackets? (I think we need a jacket here). And then cerulean quickly showed up in the collections of eight different designers. Then it filtered down through the department stores and then trickled on down into some tragic Casual Corner where you, no doubt, fished it out of some clearance bin. However, that blue represents millions of dollars and countless jobs and it's sort of comical how you think that you've made a choice that exempts you from the fashion industry when, in fact, you're wearing a sweater that was selected for you by the people in this room. From a pile of stuff".

Como Miranda Priestly disse, a importância de um efeito cascata dentro da indústria existe sim - e ele é muito mais poderoso que a maioria das pessoas (e a pobre Andy) imagina. Afinal, moda é um negócio como qualquer outro, e depende de previsibilidade e retornos. Um segmento que movimenta bilhões, gera milhões de empregos ao redor do mundo e cada vez mais se torna uma indústria de peso não pode se movimentar como o sopro de um vento, ao Deus dará. Por isso desfiles tem sim que apresentar peças que são "usáveis e vendáveis". Designers devem ouvir consultorias de tendência, que por sua vez devem ouvir as fábricas de fios e tecidos.

Mas eles também tem que representar a magia, a ilusão, o inatingível e o inalcançável. Assim como Hollywood produz um escapismo da vida real com suas celebridades perfeitas e filmes sobre amores inesquecíveis, ou quadros impressionistas nos levam a paisagens pitorescas e multicoloridas que parecem mais vindas de um sonho, as semanas de moda nos apresentam uma percepção de como poderíamos ser. Da mesma forma que músicas mexem com o nosso humor, ou grandes esculturas e peças arquitetônicas nos mostram como podemos ser ousados, inovadores e criativos, a moda mexe com algo dentro de cada um de nós, fazendo com que busquemos esse "novo eu".


 a grandiosidade de um desfile Chanel - transmite ou não emoções?


Há duas semanas atrás um episódio de Gossip Girl mostra Blair falando para Dan uma pérola de sabedoria:
"Fashion is the most powerful art there is. It’s movement, design and architecture all in one. It shows the world who we are and who we’d like to be. Just like your scarf shows the world you’d like to be a used car salesman".

Não é tão impactante quanto o discurso do filme mas faz a contraposição perfeita. Desfiles servem para mostrar a engenhosidade de seus designers, a estética das marcas. Focam na transmissão de um sentimento, uma estória. Provocam emoções fortes, mexem com nossas ambições e percepções. Simplesmente mostram ao mundo uma nova visão de como ele poderia ser. E, enquanto os desfiles de couture devem ser vistos tal qual um Van Gogh preso em um museu, os desfiles de prêt-à-porter são o veículo de comunicação que mostram diversas versões de um "novo eu".

Consciente ou inconscientemente, pessoas compram roupas que determinam como elas querem ser percebidas pela sociedade. O ser humano depende muito de seus sentidos e, por mais que queiramos ser racionais nas nossas decisões, ainda somos dirigidos por emoções. A busca do belo, muito mais evidenciada pela indústria estética, é algo que atormenta homens e mulheres. Todos temos um ideal de beleza; alguns passam toda a vida o perseguindo enquanto outros se deprimem por saber que essa é uma busca infinda. Mas todos nós podemos nos enfeitar, e a indústria da moda está presente para isso. A beleza evidenciada em um belo vestido ou um terno com corte perfeito escreve nas entrelinhas que a pessoa que o veste é mais bela, seja por "osmose" ou porque a peça realmente lhe favorece.


Galliano fazendo a sua parte para a propagação do belo no mundo


Num momento onde o Brasil começa a olhar mais seriamente para o segmento da moda, é importante ter em mente a direção que a indústria nacional deve tomar. Nosso país ainda não tem estrutura para sustentar desfiles de couture porque, convenhamos, não conseguimos sustentar nem mesmo nossos museus. Ainda é um longo caminho a se trilhar, mas só de termos a população parando para prestar atenção na moda nacional já é um grande passo.

Porém já temos dinheiro, expertise e atenção suficiente (tanto nacional quanto internacional) para mostrarmos semanas de moda de prêt-à-porter com nível internacional. A plataforma já está montada, o que falta é ter uma gama de designers e marcas que saibam aproveitar corretamente este veículo. E utilizar o tempo precioso destes desfiles para a apresentação de coleções baseadas puramente na "comerciabilidade" não é só gastar dinheiro à toa, é perder a atenção de um público que busca avidamente - e cada vez mais - o belo.


Fashion Rio: estrutura já existe...


Não me entendam mal: muitos já perceberam isso e apresentam nas passarelas coleções de altíssimo nível, que poderiam estar em Londres, Paris ou Milão. Mas, no caso de outras, ainda falta muito "feijão com arroz" para chegar ao nível que a indústria da moda brasileira precisa e merece.